BRISA: O FILME

“BRISA” é o primeiro filme do projeto Cinema Possível realizado em HD e o 18º desde 2007. Contamos com a participação dos artistas: Artur Gomes, May Pasquetti e Jorge Ventura além de uma bela trilha sonora criada por Marko Andrade. Roteiro, direção e montagem de Jiddu Saldanha.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Brisa no 9º Festival de Esquetes de Cabo Frio.

Foi no dia 25, terceiro dia do festival de esquetes de Cabo Frio, o filme "Brisa" teve mais uma exibição na cidade de Cabo Frio, desta vez na entrada do Teatro Municipal da Cidade. Foi um momento mágico em que e repleto de poesia. Poder ver  a família "BRISA" brilhando na tela, foi uma experiência que fez balançar o coração da galera, é isso aí, BRISA na cabeça!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Brisa segue se reinventando e se projetando pelo caminho.

Depois de 09 exibições públicas o nosso curta metragem "Brisa" primeiro filme do projeto Cinema Possível feito em HD teve sua exibição ontem, dia 07.08.2011 no Espaço Cultural LD, em Cabo Frio, Jdim Nautilus. Uma grande experiência com um público que aprovou o trabalho. Curtiu a beleza da nossa atriz principal e vibrou com a poesia dos poetas para quem o filme foi feito.
Estamos somando caminhos e cada vez mais liberando a energia de nossa criação pra fazer somar e compartilhar a delícia que é a literatura produzida no pais através de audiovisual. Com mais este filme do Projeto Cinema Possível, mostramos para o público nosso foco principal de interesse. Somos alheios a competições, queremos participar da paisagem e dela tirar o máximo em amor e vida.
VIVA BRISA

sábado, 28 de maio de 2011

Um público estimado em 150 pessoas no Ateliê Eliane Guedes!

Isso mesmo, uma festa com mais de 150 pessoas presentes, um belíssimo sarau de lançamento da antologia de poetas da AleArt, Academia de Letras da Região dos Lagos.
Mais de 150 pessoas presentes, para ver uma vasta programação artítica
onde o filme "BRISA" esteve incluído na programação!



















Nosso filme, "BRISA" Esteve presente, com alguns pequenos problemas técnicos superados na hora, pudemos sentir o calor humano do público presente que vibrou positivamente a favor de nosso filme poema.
Com isto, nosso público real ultrapassa a 200 espectadores. É um ótimo começo de caminhada para um filme cujo artista principal é a POESIA!

domingo, 15 de maio de 2011

BRISA NO 27º Cine Mosquito!

Uma ótima experiência, desta vez, com o DVD gravado no formato certo e um bom equipamento de projeção equalizado deu pra sentir o potencial do filme "BRISA" muito rico na proposta poética com o desempenho da atriz Mayara Pasquetti em altíssmo grau. O Cine mosquito, cine clube do projeto Cinema Possível, ofereceu uma infra-estrutura adequada para que pudéssmos desfrutar do trabalho na telona. Aprovação total! Quem venham as próximas possibilidades e oprtunidade, "BRISA" veio pra ficar!

domingo, 24 de abril de 2011

Brisa começa sua trajetória.

Em uma segunda apresentação em público, o filme "BRISA" é mostrado para a 
diretoria da TRIBAL. (Tributo à arte e liberdade) instituição que congrega artistas
da cidade de Cabo Frio - RJ.

Depois de uma pré-estréia no SARART, em arraial do Cabo, onde tivemos a alegria de exibir o filme ao ar livre para uma platéia de todas as idades. O curta metragem “BRISA”, 18º Filme realizado pelo projeto Cinema Possível e a nossa primeira produção feita em HD, teve aprovação da platéia que se encantou não só com a beleza da atriz May Pasquetti mas também embarcou na poesia de Artur Gomes, Jorge Ventura, Eliakin Rufino, Herbert Emanuel e na reflexão de Airton Ortiz sobre seu trabalho com a prosa.
Os comentários ao final da exibição foram animadores e deu pra sentir a cumplicidade de um público que começa a entender a estratégia de nossa linguagem, onde procuramos mostrar a poesia dentro de um conceito de audiovisual que faça o público ampliar seu amor pela poesia enquanto forma, estética e ética.
No dia 24, em plena páscoa, exibimos o filme em caráter especial para a diretoria da TRIBAL uma instituição que agrega diversos artistas de Cabo Frio. A sessão fechada contou com a presença de um público crítico que viu atentamente o filme e, para nossa alegria, aplaudiu o resultado, o que nos deixou esperançoso em continuar levando o filme para diversos lugares.
Os dados já foram lançados e “BRISA” acaba de por o pé na estrada!

Clique aqui e assista o filme na íntegra.


terça-feira, 22 de março de 2011

Entrevista exclusiva com Renato Gusmão - poeta Paraense.

Convidamos o poeta, compositor e produtor cultural Renato Gusmão para ceder uma de suas composições para o Cineclipe oficial do filme "BRISA" e ele prontamente aceitou, o que nos deu grande alegria.
Acompanhe a entrevista abaixo e conheça um dos grandes agitadores da vida cultural de Belém do Pará.


"eu sou do tempo eu sou o próprio tempo
eu sou de um tempo que já passou
e que sempre passará
sou de um tempo simples
complexo sem nexo e fugaz
mesmo assim ainda queres andar comigo?
um narciso só
 solto na terra
espelho da própria ousadia

(Renato Gusmão)"

Cinema Possível – Como anda o panorama da poesia em Belém do Pará?

Renato Gusmão  – Vejo o panorama da poesia aqui em Belém com diversas cenas –  Há a cena acadêmica, em que esses escritores quase não se reúnem para divulgar suas produções, agem de formas isoladas, não saem para uma ação mais abrangente ou coletiva, visto que, assim, teriam mais facilidade pelos nomes que ostentam, por outro lado a mídia, também se interessa mais por “notório saber” e isso exclui os artistas autodidatas. Porém, temos a cena alternativa, aquela que leva estímulos à leitura em bairros, comunidades, regiões ribeirinhas, escolas públicas em geral, onde se engajam os elementos que formam grupos e idealizam movimentos, exemplo disso o Instituto Cultural Extremo Norte que promove e mantém a mais de seis anos, saraus lítero musicais todas as quartas-feiras, initerruptamente e isso é bacana.

CP – O que te motivou a escrever? Quais as grandes causas que rondam pelo universo da tua poesia?

RG – Bem, seria uma longa resposta, mas, vou sintetizar: Começou com o um professor do período de colégio, o mestre Manoel de Paula, que me estimulou o bastante para que eu me inclinasse de vez para a escrita. Portanto, aprendi que os grandes escritores brasileiros e mundiais facilitariam e muito nessa incursão, daí, esse arvorar intenso pela vontade de compor.
Ainda há os importantes contatos com excelentes escritores da minha região e por esse Brasil afora. Minhas participações em congressos e outros encontros são fundamentais para essa base. Acredito no sonho e no ideal de que ainda levando a leitura para todos onde possamos alcançar, daremos nossa grande parcela de contribuição para formação de leitores.

CP – Você tem parcerias com músicos paraenses, como é isso? Você escreve o poema que é musicado depois ou existe um processo de criação especialmente voltado para a composição musical.

RG – Tenho sim e são tantos, não só de paraenses  mas parceiros de várias outras regiões desse país, afinal, o que compomos carrega o título e merecidamente de MPB.
Comecei minha carreira escrevendo letras para serem musicadas e dei muita sorte, pois, meus parceiros todos são de excelentes qualidades musicais.
Quanto à forma de escrever, não há certa prioridade no que se refere a ordem da composição, o que vier primeiro é o que rola e de boa música. Diga-se.


TEU OLHAR

Teu olhar cigano
Negro mundano
Maduro
Clareia os amores
Castos
Inseguros

Teu olhar acalma
Atravessa muros
Chão mais duro
Trilha d’alma
Alumia os desejos
Em teu olhar eu vejo
Mares e peraus
Imagino o Tejo
E naus de outras águas
Dentro dos meus rios

Teu olhar noite de lua
Divide os mares
O céu e a terras
Todos os lugares

Fruto no galho
Inveja para outros olhos

Teu olhar
Enxerga o mundo
De ponta cabeça
Pela treliça do sol

Reparte a vida
No jogo do sim e do não
Atravessa muros
Chão mais duro
Nas trilhas
Do meu coração

(Renato Gusmão)

CP - No cenário cultural nacional, como você vê a relação do Pará com o Brasil como um todo? O que você acha que poderia melhorar?
Renato Gusmão declamando poemas em Belém,
sua terra natal.

RG – Vejo que temos aqui muitos talentos, na literatura, cinema, música, teatro, dança, arte plástica, etc... E muitos ganhando espaços em nível nacional, há uma série de bons criadores no Pará.
Existe também, uma grande troca de experiências entre esses artistas, a fim de melhorar o cenário cultural brasileiro.
Agora, sofremos de um enorme preconceito por sermos do norte, que é uma bobagem de pseudos intelectuais espalhados por aí. Então, está dito, o que precisa melhorar é essa postura desses que espalham essa ante cultura brasileira da exclusão. Que frescura é essa de achar que aqui andamos em meio as onças e jacarés. Visitamos, sim, o habitat de cada elemento da Amazônia, pois temos uma riqueza infinda que deve ser explorada artisticamente na amostragem de todos as vertentes, em cada pintura, em cada dança, em cada música, em cada poema... O Pará e a Amazônia no todo se descobrem toda hora, e abrem as portas para o mundo vir penetrar nesse universo místico de lendas e realidades e de nossos povos.

CP – A pergunta que não quer calar. A Amazônia? Como pulsa o coração de um poeta diante da realidade que se apresenta atualmente?

RG – Jiddu, sobre nossa região posso te dizer que o que mata não é a mata e sim a insensibilidade política brasileira e em potencial dos políticos amazônidas. Eles matam, queimam, vendem e locupletam-se.
Quanto ao sentimento desse poeta, digo que, emociona demasiadamente o fato desse caboclo aqui ter ganhado o presente divino de ser amazônida, e de saber que tem dentro desse mundo de águas e verdes matas, tantos outros artistas com esse mesmo pensar e que vivemos na tentativa de salvar tudo isso, através de nossas obras, são homens bons que nomear a todos não haverá espaço, mas posso enfatizar com orgulho alguns deles: Walter Freitas, Nilson Chaves, Joãozinho Gomes, Alcyr Guimarães, Eliana Barriga, Rita Melém, Roseli Sousa, Walcyr Monteiro, Antônio Juraci, Rui do Carmo, João de Jesus, Eliakin Rufino, Herbert Emanuel, Zé Miguel, Jorge Eiró, Klinger Carvalho, Acácio Sobral, Edir Proença, Jocasto, Jorane Castro, Salomão Laredo, Jaime Amaral...    


NOTURNO

poeta vagando
noite dentro da escuridão
alma de luz no peito
sonhos de imensidão

(Renato Gusmão)

CP – Fale um pouco da sua experiência com o Congresso Brasileiro de Poesia.

RG – Mano, te digo com fervor, essas minhas participações no congresso Brasileiro de Poesia na cidade de Bento Gonçalves – RS, são responsáveis pela abrangência de meu trabalho, pois lá, conheci artistas maravilhosos e ganhei uma grande experiência no que se refere subir ao palco. Levo para Bento, recitais que divido com May Pasquetti, Cláudia Gonçalves, Alex Barros, e vejo junto a Rodrigo Mebs, Marisa Vieira, Artur Gomes, Tchello de Barros, Dalmo Saraiva, Andrea Motta, Maria Clara Sigóbia, o pessoal do Poesia Simplesmente, Ricardo Reis, Isolda Marinho, Jiddu Saldanha, que é o meu mestre no hai cai (risos) em todos, um grande e verdadeiro sentimento fraterno, zelo grandioso com a poesia, com a leitura, uma vigília incessante para com a arte poética desse país. Com certeza um dos passos largos da minha carreira foi ir para o sul participar disso tudo. São tantos os projetos nesse Congresso que só tenho que desejar vida longa ao seu idealizador Antônio Ademir Bacca e que assim, todos os anos, voltemos a Bento.     

CP – Quem é Renato Gusmão por Renato Gusmão?

RG – É isso aí, Jiddu, eu sou eu com a minha arte. Minha arte é amar o bem feito e o que demais perfeito há nessa vida que somos nós os humano, então, decreto a mim, incondicionalmente: Amar acima de tudo!
Tento passar para as pessoas o que de verdadeiro há em mim. Sou amante da vida... Quero a vida por inteiro dentro da minha arte.
Incomoda-me muito a ante cultura, o lixo, o engodo cultural enfiado goela abaixo de cada brasileiro. A máquina mercadológica imperial que engana as crianças, os jovens e o velhos com essa mídia voraz desfazendo tudo o que já foi feito em prol da inteligência de nosso povo em algumas décadas atrás.    
Vibro para que os meus amigos que se comprometem em levar beleza e sonhos para o mundo sejam radicais no que está proposto em suas condutas, isto é, não abrir mão de seus ideais.
Então, Viva a arte de boa qualidade!

Para navegar no blog de Renato Gusmão clique aqui

Cine Clipe oficial do filme BRISA




domingo, 6 de fevereiro de 2011

MARKO ANDRADE - Entrevista exclusiva.

Marko Andrade é um amigo do projeto Cinema Possível, pois foi com ele que realizamos o primeiro videoclipe “COMUNHÃO”.
Hoje, 4 anos depois, resolvemos entrevistá-lo por razões óbvias. Nosso projeto cresceu e Marko continua firme com sua linguagem musical sofisticada e articulada nas raízes do melhor da música carioca.
Convidado para fazer a trilha sonora do filme “BRISA”, ele expõe, nesta entrevista, um pouco de sua visão de mundo.


Marco Andrade em Lumiar.
Cinema Possível - Marko sempre quis te perguntar isso: você é um músico apenas, ou um músico negro, qual a implicação desta reflexão?
Marko Andrade - Acho que esta reflexão eu faço também a minha vida inteira. A música faz parte do meu DNA, sempre fez, mas quando me descobri negro numa sociedade perversamente  preconceituosa, foi que eu me deparai que antes de tudo sou uma afro descendente, um sobrevivente e que a música seria minha ferramenta de  luta, de expressão e de reflexão nesta sociedade.

CP -  No teu CD Aldeia Afro Tupy há um flerte direto com o jongo e outros
ritmos afro-brasileiros, isso foi uma pesquisa? Uma vivência? Transpiração?
Transgressão?
MA - Na verdade e tudo isso junto, vivenciei o CD intensamente pois passamos, eu, Rodrigo Braga, Luiz Carlos batera, Antonio de Souza  e Jô Santana fazendo um laboratório intenso para conseguirmos uma sonoridade que pudesse traduzir nossas identidades, mas que fosse algo particular antenado com modernidade e com a poesia. Eu quis também colocar entranhado no CD um pouco do que aprendi com Darcy Ribeiro e o Darcy da serrinha. Trabalhei com ambos e foram muito importantes para o aprofundamento da minha leitura e interpretação deste Brasil de hoje, de como ele se configura e formatou este novo tipo de gente, em especial que futuro nos guarda... E o processo de maturação do CD foi também um grande privilégio pra mim, pois, reencontrei Luiz Carlos Batera , fizemos algumas parcerias e tive o prazer de conviver com um dos músicos mais espetaculares do mundo.  O resultado disso é que o CD tem uma mistura de Don salvador e Grupo Abolição, Banda Black Rio, Samba, Vanguarda do Jongo que fez parte da minha formação musical e se espalha mais lá na frente.

A louca

Eram antigos os buracos-corpos
Entalhado lentamente em memória-esculturas, 
E ela mesmo assim cuspia seus ossos-ruas
Na escuridão dos dias.
Os berros entalados no peito
E a solidão medieval,
Adormeciam as tardes na insônia dos bondes.
Um nectar lento e corrosivo
Transbordava-lhe a alma inteira
E ela mesmo assim girava a cabeça,
Escavava com as mãos cruas um deserto-fardo,
E em seu intenso peito farpado,
Emoldurava uma bela e estranha flor.

(Marko Andrade)

CP - As pessoas falam muito que letra de música e poesia são coisas diferentes e você é poeta também. Existe essa diferença dentro da
tua cabeça?
MA - Eu não consigo trabalhar com esta diferença. Pra mim a poesia é uma atitude diante do mundo e você pode traduzir esta atitude em forma de letra de musica, em forma de musica, em movimentos do corpo, em forma literária, etc., ou seja, esta linha de compreensão me faz implodir estas muralhas acadêmicas, que quadriculam e recortam tudo, estabelecendo limites meramente formais para uma questão que vai muito além da formalidade, pois quando falamos de arte falamos de uma linha muito tênue entre a lucidez que pode ser uma forma de prisão, e a loucura que pode ser uma força libertária.

CP -  A criança, o menino, o jovem e Marko Andrade, o que lia, leu, que
Influências chegaram e partiram?
MA - Eu li de tudo, da filosofia ao romance;  histórias e ensaios; dramaturgia e contos, etc. Isso desde muito cedo. Alguns  autores me marcaram.  Posso citar Spinosa, Foucault, Lima Barreto, João do Rio... Amo quadrinhos; ou seja, li e leio um pouco de tudo.


Minha prima macrô
Era a casa, um lugar branco,
Um recanto um sabiá,
Dias mastigados a vagar,
Cereais, corpos alvos,
Corações esverdecidos,
Aldeias salinas e fermento.
Transversais em sais,
Luzes, cristais do oriente,
Alho, malte, chá, gergelim,
 E um aroma doce no ar.
Mas a pele em febre sem refino
Vaza em fundo de desejos e ereção
Dissolvendo halo vegetal
E delatando sem verbo
A carne

(Marko Andrade)


CP – A pergunta que não quer calar: e o racismo?
MA - Eu entendo que o racismo no Brasil continua. Como sempre é escondido. Coopta os negros, embranquece os mestiços, e pinta os braços de preto. Tem uma perversidade entranhada, produto de uma engenharia ancorada no cinismo.

 CP – E a sua experiência com trilhas para teatro, cinema, como é isso?
MA -  Minha experiência com trilhas não são muitas, mas já trabalhei em algumas peças de teatro e um curta que foram muito importantes para mim, pois gosto muito desta mistura que possibilita a geração de tecidos instigantes, som e imagem; interagindo e reinventado novos ambientes. Gosto muito desta possibilidade.

CP – Quem é Marko Andrade por Marko Andrade?
MA - Meio louco, meio torto, meio transversalizado, meio radical, meio flutuante, meio pedra, meio gás, meio liquido, meio carne, meio osso... ,Mas todo coração!

Clique aqui para ouvir Marko Andrade.
Clique aqui e confira selo internacional que distribui a música de Marko Andrade.


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Marko Andrade