BRISA: O FILME

“BRISA” é o primeiro filme do projeto Cinema Possível realizado em HD e o 18º desde 2007. Contamos com a participação dos artistas: Artur Gomes, May Pasquetti e Jorge Ventura além de uma bela trilha sonora criada por Marko Andrade. Roteiro, direção e montagem de Jiddu Saldanha.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Mayara Pasquetti, Estrela do filme "Brisa", por onde anda?

Quando foi criado, em 2011, o filme Brisa contou com a dedicação da atriz May Pasquetti, filmamos tudo em 2010, e pegamos algumas imagens de arquivo, desta jovem, desde 2009. Foi um ano, envolvendo escritores in loco, nas cidades de Porto Alegre, Bento Gonçalves e Rio de Janeiro. A aventura, para criar este magnífico filme, só foi possível graças ao amor, carinho e dedicação desta jovem que, hoje, faz uma promissora carreira como bioquímica e trabalha na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Hoje, com 27 anos, a canceriana Mayara Pasquetti tinha apenas 21 anos
quando aceitou o convite para um teste e assim, protagonizar o filme
"Brisa", um dos maiores sucessos do projeto Cinema Possível.

A trajetória desta jovem, no entanto, começa muitos anos antes quando o poeta Artur Gomes, a conheceu nas dependências do colégio Cenecista, em Bento Gonçalves, a bela adolescente de olhos azuis, no entanto, era uma estudante dedicada, apaixonada por poesia. Passou a circular pelo Congresso Brasileiro de Poesia, puxando sua geração para subir ao palco e declamar grandes poetas. Logo, May, como é carinhosamente conhecida entre seus amigos, tornou-se uma declamadora com forte energia no palco, atraindo o público não só pela sua beleza peculiar, mas, também, por sua irreverência e forma divertida de fazer da poesia um jogo de encontros que lhe valeu grandes oportunidades no mundo da literatura.
As filmagens de Brisa foram tão divertidas que, antes de lançar o filme, foram feitas diversos pequenos filmes e Making Off para que pudéssemos mostrar, aos poucos, todo o encantamento deste trabalho, um a um. Conforme a produção foi evoluindo, o diálogo ampliou-se em torno do projeto Cinema Possível, de tal vorma que, acabamos recebendo diversos convites para mostras não competitivas e, quando vimos, atingíramos uma média de 10 mil expectadores. Um feito, já que nossa produtora desconhecida, contava apenas com a paixão realizadora do elenco e pouquíssimos apoiadores.
Em 2010, quando tudo começou, May Pasquetti fez e passou no teste para um roteiro onde a personagem, "Brisa", deveria aparentar 16 anos de idade. Contracenar com diversos poetas e acompanhar, na feira do livro de Porto Alegre, em 2010, o escritor Airton Ortiz, num papo sobre literatura e livros. Uma cena em que a personagem "Brisa" compra livros enquanto ouve a explicação do escritor gaúcho, sobre autores e publicações do Rio Grande do Sul.  Quando decidi fazer este filme, Mayara Pasquetti era graduanda em Ciências Biológicas, hoje, com 27 anos é mestre em bioquímica e já está fazendo o doutorado, a própria instituição, responsável pela sua formação, é, também, hoje em dia, seu lugar de trabalho, a UFRGS.
A Canceriana Mayara Pasquetti nasceu no dia 17 de julho de 1989 na cidade de Bento Gonçalves, descendente de imigrantes italianos, fez toda sua formação escolar no colégio Cenecista São Roque, onde teve a oportunidade de ver os poetas declamadores que, durante o congresso de poesia, visitavam a cidade, sempre uma vez por ano. Foi aí que nasceu sua paixão pela poesia, pratica que passou a fazer parte de sua vida, como declamadora. Mais tarde, passou a integrar a equipe do Congresso Brasileiro de Poesia, no inicio como representação juvenil, hoje, compõe o corpo organizador do evento, como coordenadora de Marketing. Todo ano, viaja de Porto Alegre, cidade onde atualmente reside, para ajudar na organização de um dos mais importantes eventos literários do país, forma que a jovem escolheu para ajudar a cuidar de sua cidade natal.

"Brisa" - Estreio em maio de 2011 no Cine Mosquito 27 e foi o primeiro filme do projeto
Cinema Possível a ter maior repercussão.


Fotografando a atriz May Pasquetti, para produzir informações sobre o que seria 
o filme Brisa.


Com material excedente do filme, criamos este videoclipe com o poema de Renato
Gusmão e música de Vital Lima, com ótima interpretação da cantora Carla Maués.



Neste vídeo, explico alguns caminhos percorridos para chegar ao resultado do filme
"Brisa"...




Um encontro marcante com Artur Gomes e Jorge Ventura, poetas cuja obra atravessa
a sensibilidade de May Pasquetti.


Jiddu Saldanha - Professor de Teatro, Cineasta e Blogueiro.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Brisa no 9º Festival de Esquetes de Cabo Frio.

Foi no dia 25, terceiro dia do festival de esquetes de Cabo Frio, o filme "Brisa" teve mais uma exibição na cidade de Cabo Frio, desta vez na entrada do Teatro Municipal da Cidade. Foi um momento mágico em que e repleto de poesia. Poder ver  a família "BRISA" brilhando na tela, foi uma experiência que fez balançar o coração da galera, é isso aí, BRISA na cabeça!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Brisa segue se reinventando e se projetando pelo caminho.

Depois de 09 exibições públicas o nosso curta metragem "Brisa" primeiro filme do projeto Cinema Possível feito em HD teve sua exibição ontem, dia 07.08.2011 no Espaço Cultural LD, em Cabo Frio, Jdim Nautilus. Uma grande experiência com um público que aprovou o trabalho. Curtiu a beleza da nossa atriz principal e vibrou com a poesia dos poetas para quem o filme foi feito.
Estamos somando caminhos e cada vez mais liberando a energia de nossa criação pra fazer somar e compartilhar a delícia que é a literatura produzida no pais através de audiovisual. Com mais este filme do Projeto Cinema Possível, mostramos para o público nosso foco principal de interesse. Somos alheios a competições, queremos participar da paisagem e dela tirar o máximo em amor e vida.
VIVA BRISA

sábado, 28 de maio de 2011

Um público estimado em 150 pessoas no Ateliê Eliane Guedes!

Isso mesmo, uma festa com mais de 150 pessoas presentes, um belíssimo sarau de lançamento da antologia de poetas da AleArt, Academia de Letras da Região dos Lagos.
Mais de 150 pessoas presentes, para ver uma vasta programação artítica
onde o filme "BRISA" esteve incluído na programação!



















Nosso filme, "BRISA" Esteve presente, com alguns pequenos problemas técnicos superados na hora, pudemos sentir o calor humano do público presente que vibrou positivamente a favor de nosso filme poema.
Com isto, nosso público real ultrapassa a 200 espectadores. É um ótimo começo de caminhada para um filme cujo artista principal é a POESIA!

domingo, 15 de maio de 2011

BRISA NO 27º Cine Mosquito!

Uma ótima experiência, desta vez, com o DVD gravado no formato certo e um bom equipamento de projeção equalizado deu pra sentir o potencial do filme "BRISA" muito rico na proposta poética com o desempenho da atriz Mayara Pasquetti em altíssmo grau. O Cine mosquito, cine clube do projeto Cinema Possível, ofereceu uma infra-estrutura adequada para que pudéssmos desfrutar do trabalho na telona. Aprovação total! Quem venham as próximas possibilidades e oprtunidade, "BRISA" veio pra ficar!

domingo, 24 de abril de 2011

Brisa começa sua trajetória.

Em uma segunda apresentação em público, o filme "BRISA" é mostrado para a 
diretoria da TRIBAL. (Tributo à arte e liberdade) instituição que congrega artistas
da cidade de Cabo Frio - RJ.

Depois de uma pré-estréia no SARART, em arraial do Cabo, onde tivemos a alegria de exibir o filme ao ar livre para uma platéia de todas as idades. O curta metragem “BRISA”, 18º Filme realizado pelo projeto Cinema Possível e a nossa primeira produção feita em HD, teve aprovação da platéia que se encantou não só com a beleza da atriz May Pasquetti mas também embarcou na poesia de Artur Gomes, Jorge Ventura, Eliakin Rufino, Herbert Emanuel e na reflexão de Airton Ortiz sobre seu trabalho com a prosa.
Os comentários ao final da exibição foram animadores e deu pra sentir a cumplicidade de um público que começa a entender a estratégia de nossa linguagem, onde procuramos mostrar a poesia dentro de um conceito de audiovisual que faça o público ampliar seu amor pela poesia enquanto forma, estética e ética.
No dia 24, em plena páscoa, exibimos o filme em caráter especial para a diretoria da TRIBAL uma instituição que agrega diversos artistas de Cabo Frio. A sessão fechada contou com a presença de um público crítico que viu atentamente o filme e, para nossa alegria, aplaudiu o resultado, o que nos deixou esperançoso em continuar levando o filme para diversos lugares.
Os dados já foram lançados e “BRISA” acaba de por o pé na estrada!

Clique aqui e assista o filme na íntegra.


terça-feira, 22 de março de 2011

Entrevista exclusiva com Renato Gusmão - poeta Paraense.

Convidamos o poeta, compositor e produtor cultural Renato Gusmão para ceder uma de suas composições para o Cineclipe oficial do filme "BRISA" e ele prontamente aceitou, o que nos deu grande alegria.
Acompanhe a entrevista abaixo e conheça um dos grandes agitadores da vida cultural de Belém do Pará.


"eu sou do tempo eu sou o próprio tempo
eu sou de um tempo que já passou
e que sempre passará
sou de um tempo simples
complexo sem nexo e fugaz
mesmo assim ainda queres andar comigo?
um narciso só
 solto na terra
espelho da própria ousadia

(Renato Gusmão)"

Cinema Possível – Como anda o panorama da poesia em Belém do Pará?

Renato Gusmão  – Vejo o panorama da poesia aqui em Belém com diversas cenas –  Há a cena acadêmica, em que esses escritores quase não se reúnem para divulgar suas produções, agem de formas isoladas, não saem para uma ação mais abrangente ou coletiva, visto que, assim, teriam mais facilidade pelos nomes que ostentam, por outro lado a mídia, também se interessa mais por “notório saber” e isso exclui os artistas autodidatas. Porém, temos a cena alternativa, aquela que leva estímulos à leitura em bairros, comunidades, regiões ribeirinhas, escolas públicas em geral, onde se engajam os elementos que formam grupos e idealizam movimentos, exemplo disso o Instituto Cultural Extremo Norte que promove e mantém a mais de seis anos, saraus lítero musicais todas as quartas-feiras, initerruptamente e isso é bacana.

CP – O que te motivou a escrever? Quais as grandes causas que rondam pelo universo da tua poesia?

RG – Bem, seria uma longa resposta, mas, vou sintetizar: Começou com o um professor do período de colégio, o mestre Manoel de Paula, que me estimulou o bastante para que eu me inclinasse de vez para a escrita. Portanto, aprendi que os grandes escritores brasileiros e mundiais facilitariam e muito nessa incursão, daí, esse arvorar intenso pela vontade de compor.
Ainda há os importantes contatos com excelentes escritores da minha região e por esse Brasil afora. Minhas participações em congressos e outros encontros são fundamentais para essa base. Acredito no sonho e no ideal de que ainda levando a leitura para todos onde possamos alcançar, daremos nossa grande parcela de contribuição para formação de leitores.

CP – Você tem parcerias com músicos paraenses, como é isso? Você escreve o poema que é musicado depois ou existe um processo de criação especialmente voltado para a composição musical.

RG – Tenho sim e são tantos, não só de paraenses  mas parceiros de várias outras regiões desse país, afinal, o que compomos carrega o título e merecidamente de MPB.
Comecei minha carreira escrevendo letras para serem musicadas e dei muita sorte, pois, meus parceiros todos são de excelentes qualidades musicais.
Quanto à forma de escrever, não há certa prioridade no que se refere a ordem da composição, o que vier primeiro é o que rola e de boa música. Diga-se.


TEU OLHAR

Teu olhar cigano
Negro mundano
Maduro
Clareia os amores
Castos
Inseguros

Teu olhar acalma
Atravessa muros
Chão mais duro
Trilha d’alma
Alumia os desejos
Em teu olhar eu vejo
Mares e peraus
Imagino o Tejo
E naus de outras águas
Dentro dos meus rios

Teu olhar noite de lua
Divide os mares
O céu e a terras
Todos os lugares

Fruto no galho
Inveja para outros olhos

Teu olhar
Enxerga o mundo
De ponta cabeça
Pela treliça do sol

Reparte a vida
No jogo do sim e do não
Atravessa muros
Chão mais duro
Nas trilhas
Do meu coração

(Renato Gusmão)

CP - No cenário cultural nacional, como você vê a relação do Pará com o Brasil como um todo? O que você acha que poderia melhorar?
Renato Gusmão declamando poemas em Belém,
sua terra natal.

RG – Vejo que temos aqui muitos talentos, na literatura, cinema, música, teatro, dança, arte plástica, etc... E muitos ganhando espaços em nível nacional, há uma série de bons criadores no Pará.
Existe também, uma grande troca de experiências entre esses artistas, a fim de melhorar o cenário cultural brasileiro.
Agora, sofremos de um enorme preconceito por sermos do norte, que é uma bobagem de pseudos intelectuais espalhados por aí. Então, está dito, o que precisa melhorar é essa postura desses que espalham essa ante cultura brasileira da exclusão. Que frescura é essa de achar que aqui andamos em meio as onças e jacarés. Visitamos, sim, o habitat de cada elemento da Amazônia, pois temos uma riqueza infinda que deve ser explorada artisticamente na amostragem de todos as vertentes, em cada pintura, em cada dança, em cada música, em cada poema... O Pará e a Amazônia no todo se descobrem toda hora, e abrem as portas para o mundo vir penetrar nesse universo místico de lendas e realidades e de nossos povos.

CP – A pergunta que não quer calar. A Amazônia? Como pulsa o coração de um poeta diante da realidade que se apresenta atualmente?

RG – Jiddu, sobre nossa região posso te dizer que o que mata não é a mata e sim a insensibilidade política brasileira e em potencial dos políticos amazônidas. Eles matam, queimam, vendem e locupletam-se.
Quanto ao sentimento desse poeta, digo que, emociona demasiadamente o fato desse caboclo aqui ter ganhado o presente divino de ser amazônida, e de saber que tem dentro desse mundo de águas e verdes matas, tantos outros artistas com esse mesmo pensar e que vivemos na tentativa de salvar tudo isso, através de nossas obras, são homens bons que nomear a todos não haverá espaço, mas posso enfatizar com orgulho alguns deles: Walter Freitas, Nilson Chaves, Joãozinho Gomes, Alcyr Guimarães, Eliana Barriga, Rita Melém, Roseli Sousa, Walcyr Monteiro, Antônio Juraci, Rui do Carmo, João de Jesus, Eliakin Rufino, Herbert Emanuel, Zé Miguel, Jorge Eiró, Klinger Carvalho, Acácio Sobral, Edir Proença, Jocasto, Jorane Castro, Salomão Laredo, Jaime Amaral...    


NOTURNO

poeta vagando
noite dentro da escuridão
alma de luz no peito
sonhos de imensidão

(Renato Gusmão)

CP – Fale um pouco da sua experiência com o Congresso Brasileiro de Poesia.

RG – Mano, te digo com fervor, essas minhas participações no congresso Brasileiro de Poesia na cidade de Bento Gonçalves – RS, são responsáveis pela abrangência de meu trabalho, pois lá, conheci artistas maravilhosos e ganhei uma grande experiência no que se refere subir ao palco. Levo para Bento, recitais que divido com May Pasquetti, Cláudia Gonçalves, Alex Barros, e vejo junto a Rodrigo Mebs, Marisa Vieira, Artur Gomes, Tchello de Barros, Dalmo Saraiva, Andrea Motta, Maria Clara Sigóbia, o pessoal do Poesia Simplesmente, Ricardo Reis, Isolda Marinho, Jiddu Saldanha, que é o meu mestre no hai cai (risos) em todos, um grande e verdadeiro sentimento fraterno, zelo grandioso com a poesia, com a leitura, uma vigília incessante para com a arte poética desse país. Com certeza um dos passos largos da minha carreira foi ir para o sul participar disso tudo. São tantos os projetos nesse Congresso que só tenho que desejar vida longa ao seu idealizador Antônio Ademir Bacca e que assim, todos os anos, voltemos a Bento.     

CP – Quem é Renato Gusmão por Renato Gusmão?

RG – É isso aí, Jiddu, eu sou eu com a minha arte. Minha arte é amar o bem feito e o que demais perfeito há nessa vida que somos nós os humano, então, decreto a mim, incondicionalmente: Amar acima de tudo!
Tento passar para as pessoas o que de verdadeiro há em mim. Sou amante da vida... Quero a vida por inteiro dentro da minha arte.
Incomoda-me muito a ante cultura, o lixo, o engodo cultural enfiado goela abaixo de cada brasileiro. A máquina mercadológica imperial que engana as crianças, os jovens e o velhos com essa mídia voraz desfazendo tudo o que já foi feito em prol da inteligência de nosso povo em algumas décadas atrás.    
Vibro para que os meus amigos que se comprometem em levar beleza e sonhos para o mundo sejam radicais no que está proposto em suas condutas, isto é, não abrir mão de seus ideais.
Então, Viva a arte de boa qualidade!

Para navegar no blog de Renato Gusmão clique aqui

Cine Clipe oficial do filme BRISA




domingo, 6 de fevereiro de 2011

MARKO ANDRADE - Entrevista exclusiva.

Marko Andrade é um amigo do projeto Cinema Possível, pois foi com ele que realizamos o primeiro videoclipe “COMUNHÃO”.
Hoje, 4 anos depois, resolvemos entrevistá-lo por razões óbvias. Nosso projeto cresceu e Marko continua firme com sua linguagem musical sofisticada e articulada nas raízes do melhor da música carioca.
Convidado para fazer a trilha sonora do filme “BRISA”, ele expõe, nesta entrevista, um pouco de sua visão de mundo.


Marco Andrade em Lumiar.
Cinema Possível - Marko sempre quis te perguntar isso: você é um músico apenas, ou um músico negro, qual a implicação desta reflexão?
Marko Andrade - Acho que esta reflexão eu faço também a minha vida inteira. A música faz parte do meu DNA, sempre fez, mas quando me descobri negro numa sociedade perversamente  preconceituosa, foi que eu me deparai que antes de tudo sou uma afro descendente, um sobrevivente e que a música seria minha ferramenta de  luta, de expressão e de reflexão nesta sociedade.

CP -  No teu CD Aldeia Afro Tupy há um flerte direto com o jongo e outros
ritmos afro-brasileiros, isso foi uma pesquisa? Uma vivência? Transpiração?
Transgressão?
MA - Na verdade e tudo isso junto, vivenciei o CD intensamente pois passamos, eu, Rodrigo Braga, Luiz Carlos batera, Antonio de Souza  e Jô Santana fazendo um laboratório intenso para conseguirmos uma sonoridade que pudesse traduzir nossas identidades, mas que fosse algo particular antenado com modernidade e com a poesia. Eu quis também colocar entranhado no CD um pouco do que aprendi com Darcy Ribeiro e o Darcy da serrinha. Trabalhei com ambos e foram muito importantes para o aprofundamento da minha leitura e interpretação deste Brasil de hoje, de como ele se configura e formatou este novo tipo de gente, em especial que futuro nos guarda... E o processo de maturação do CD foi também um grande privilégio pra mim, pois, reencontrei Luiz Carlos Batera , fizemos algumas parcerias e tive o prazer de conviver com um dos músicos mais espetaculares do mundo.  O resultado disso é que o CD tem uma mistura de Don salvador e Grupo Abolição, Banda Black Rio, Samba, Vanguarda do Jongo que fez parte da minha formação musical e se espalha mais lá na frente.

A louca

Eram antigos os buracos-corpos
Entalhado lentamente em memória-esculturas, 
E ela mesmo assim cuspia seus ossos-ruas
Na escuridão dos dias.
Os berros entalados no peito
E a solidão medieval,
Adormeciam as tardes na insônia dos bondes.
Um nectar lento e corrosivo
Transbordava-lhe a alma inteira
E ela mesmo assim girava a cabeça,
Escavava com as mãos cruas um deserto-fardo,
E em seu intenso peito farpado,
Emoldurava uma bela e estranha flor.

(Marko Andrade)

CP - As pessoas falam muito que letra de música e poesia são coisas diferentes e você é poeta também. Existe essa diferença dentro da
tua cabeça?
MA - Eu não consigo trabalhar com esta diferença. Pra mim a poesia é uma atitude diante do mundo e você pode traduzir esta atitude em forma de letra de musica, em forma de musica, em movimentos do corpo, em forma literária, etc., ou seja, esta linha de compreensão me faz implodir estas muralhas acadêmicas, que quadriculam e recortam tudo, estabelecendo limites meramente formais para uma questão que vai muito além da formalidade, pois quando falamos de arte falamos de uma linha muito tênue entre a lucidez que pode ser uma forma de prisão, e a loucura que pode ser uma força libertária.

CP -  A criança, o menino, o jovem e Marko Andrade, o que lia, leu, que
Influências chegaram e partiram?
MA - Eu li de tudo, da filosofia ao romance;  histórias e ensaios; dramaturgia e contos, etc. Isso desde muito cedo. Alguns  autores me marcaram.  Posso citar Spinosa, Foucault, Lima Barreto, João do Rio... Amo quadrinhos; ou seja, li e leio um pouco de tudo.


Minha prima macrô
Era a casa, um lugar branco,
Um recanto um sabiá,
Dias mastigados a vagar,
Cereais, corpos alvos,
Corações esverdecidos,
Aldeias salinas e fermento.
Transversais em sais,
Luzes, cristais do oriente,
Alho, malte, chá, gergelim,
 E um aroma doce no ar.
Mas a pele em febre sem refino
Vaza em fundo de desejos e ereção
Dissolvendo halo vegetal
E delatando sem verbo
A carne

(Marko Andrade)


CP – A pergunta que não quer calar: e o racismo?
MA - Eu entendo que o racismo no Brasil continua. Como sempre é escondido. Coopta os negros, embranquece os mestiços, e pinta os braços de preto. Tem uma perversidade entranhada, produto de uma engenharia ancorada no cinismo.

 CP – E a sua experiência com trilhas para teatro, cinema, como é isso?
MA -  Minha experiência com trilhas não são muitas, mas já trabalhei em algumas peças de teatro e um curta que foram muito importantes para mim, pois gosto muito desta mistura que possibilita a geração de tecidos instigantes, som e imagem; interagindo e reinventado novos ambientes. Gosto muito desta possibilidade.

CP – Quem é Marko Andrade por Marko Andrade?
MA - Meio louco, meio torto, meio transversalizado, meio radical, meio flutuante, meio pedra, meio gás, meio liquido, meio carne, meio osso... ,Mas todo coração!

Clique aqui para ouvir Marko Andrade.
Clique aqui e confira selo internacional que distribui a música de Marko Andrade.


Curta o Momento 
Marko Andrade


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Entrevista com May Pasquetti - Exclusiva.

May Pasquetti é atriz, poeta e completará sua formação em biologia este ano. É Gaúcha de Bento Gonçalves, a cidade que realiza o Congresso Brasileiro de Poesia a quase 20 anos. Atualmente vive e estuda em Porto Alegre. 
Escolhida para protagonizar o primeiro filme do Projeto Cinema Possível em HD, uma produção de 2011; May Pasquetti não é só um rosto bonito das terras gaúchas, mais que isso, ela é uma pessoa que transborda humanidade e inspiração. Sensível, debochada, brincalhona, tem o toque mágico das atrizes de cinema.

May Pasquetti. Um passeio pela cidade de Paris - 2010.
Cinema Possivel – Fale um pouco da sua vida, sua história, as lembranças da cidade de Bento Gonçalves, sua terra natal.
May Pasquetti - Vivi em Bento durante toda a minha infância e adolescência, até os 17 anos. Tenho milhares de lembranças sobre a cidade, de todos os tipos. Bento é uma cidade muito bonita; diria que em uma primeira impressão seria arrumada e aconchegante. É um lugar ótimo para conhecer e passar um tempo, mas sempre tive dificuldades para ver a cidade como minha casa. Imagino que essa sensação tenha relação com a falta de oportunidade para minhas áreas de interesse (artes e biologia) e com o aspecto provinciano da cidade.
A colonização prioritariamente italiana dá um tom conservador e muito ligado as aparências e isso me incomoda! A parte isso, tive uma ótima infância: brinquei muito na rua, subi em árvores, vivia com as pernas roxas! Adorava correr pelo “calçadão”, como chamamos a praça do chafariz de vinho, em frente à prefeitura. Passei boa parte da minha adolescência no shopping Bento com a “galera da lan house”, onde conheci meu primeiro namorado e fiz bons amigos. Não era muito próxima dos meus colegas da escola, na verdade fiquei mais amiga dos meus professores! Enfim, tenho carinho pela cidade, retorno pra lá mais ou menos a cada 15 dias para visitar meus pais, e tenho sim boas lembranças de lá. Recomendo muito para conhecer e realmente há vinhos ótimos e vinícolas lindas! E claro, no Congresso de Poesia, Bento Gonçalves se transforma!

CP – Como foi que você se interessou pela poesia.
MP - Meus pais sempre me incentivaram a ler. Desde pequena fui uma grande devoradora de livros. Descobri alguns poetas nas aulas de português/literatura do colégio, mas o interesse de conhecer mais veio por conta própria. E claro, desde que venho participando do Congresso de Poesia de Bento Gonçalves, e que comecei a me arriscar a escrever, tenho cada vez mais contato.

CP – Quais são seus poetas preferidos, vivos e mortos. Você tem alguma predileção?
MP - Nossa! Posso fazer uma lista enorme. Não tenho predileções. Acho que um dos pontos altos da poesia é justamente o fato dela ser mutável: cada vez que leio um poema surge uma nova interpretação. Então, os meus poetas prediletos acabam variando muito de acordo com o momento em que estou vivendo. Não vou citar nome de amigos pra não esquecer alguém! Mas pra citar alguns dos clássicos adoro Vinícius de Moraes, Mário Quintana, Mário de Andrade, Drummond, Neruda, Torquato Neto, Arnaldo Antunes, Baudelaire, Leminski, Ferreira Gullar, Florbela, Augusto dos Anjos, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Rimbaud e muitos outros.

os sons lépidos
das palavras sórdidas
de um convite rápido
com desejos tórridos

depois cálida
flutuo límpida
me sentindo única
nos teus braços súbitos

(May Pasquetti)

 CP – No congresso de Poesia, em Bento, você é conhecida por dominar uma parte do repertório do poeta Artur Gomes, como foi que você se aproximou da poesia dele?
MP - Durante o Congresso Brasileiro de Poesia os poetas visitam as escolas da cidade fazendo apresentações e palestras, e a minha foi uma dessas. Lembro de irem dois anos seguidos Artur Gomes, Nayman, Christian (acho que era esse o nome, um menino moreno bem novo, não vi ele nos últimos congressos) e o próprio Jiddu Saldanha (que eu ajudei numa mímica, algo como segurar um copo imaginário que ele enchia). Depois disso procurei o Artur na internet (acho que ele colocou o orkut e o blog dele no quadro) e começamos a conversar. Um dia, perto de julho de 2006, ele me enviou umas cenas de teatro dele, e disse que queria encená-las no Congresso e eu me convidei para participar. Naquele ano Artur foi uma semana antes pra Bento para ministrar uma Oficina de Poesia Falada, da qual também participei, e ensaiamos. Desde então venho participando com ele do Congresso de Poesia. Também fizemos um recital juntos na Fenavinho Brasil 2007 e participamos do III VMH New Scene, no Rio.

May Pasquetti, meio musa, meio poeta, gente por inteira!
CP – Atualmente na universidade, você está estudando em Porto Alegre, fale um pouco da sua formação, projetos para o futuro e possibilidades dentro do mercado de trabalho.
MP - Estou terminando o curso de Licenciatura em Ciências Biológicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. As possibilidades no mercado dentro de Biologia são bastante amplas, o curso permite desde a docência em escolas de Educação Básica até a pesquisa de ponta em grandes empresas e Universidades. Eu pretendo seguir estudando na área de Bioquímica. Vou me formar no final deste ano (2011) e entrar para o Mestrado.

tempo
grandeza vã

capaz de se perder
no espaço
esfacelar-se em pó

dono de longos
e ligeiros passos
faz-se ausente
até deixar-nos
sós

(May Pasquetti)


CP – Como surgiu teu interesse pelo Cinema Possível.
MP - Sou uma grande admiradora de todos os tipos de arte. Conheci o Jiddu no Congresso de Poesia faz 5 anos, e desde então temos feito alguns pequenos filmes, que rodam pelo Youtube. Já vi vários filmes produzidos pelo projeto e achei todas as idéias do Cinema Possível incríveis. Agora em 2010 surgiu essa idéia do curta e Jiddu me convidou para filmar com Artur e Jorge. E tem sido ótimo! Agora não paro mais!

CP – Quem é Mayara Pasquetti por Mayara Pasquetti?
MP - Uma doida responsável, extremamente determinada e persistente, que adora arte de todos os tipos e que tenta fazer as outras pessoas gostarem também, uma (quase) bióloga, alguém que tenta ajudar os amigos sempre que pode, uma aprendiz de poeta, uma chata perfeccionista pra caramba, mas acho que antes de tudo sou alguém em constante aprendizado, que tenta tirar o máximo de todas as situações e que ainda tem muito pra aprontar por aí!

Marisa Vieira comenta May Pasquetti.

A primeira vez que assisti uma apresentação de May Pasquetti fiquei impressionada com tamanho talento de uma moça tão jovem. Praticamente uma "Pagu" da nova geração.

May tem uma ousadia de misturar o sagrado com profano e ainda te deixar com o gostinho de querer beber mais de sua poesia.
No palco é singular, consegue ser várias e ao mesmo tempo uma só, uma atriz revelação, dividir o palco com May Pasquete foi e sempre será uma grande honra!

Fico por aqui torcendo que o "Brisa" possa soprar aos quatro cantos do mundo e todos possam conhecer o talento e poesia de May Pasquetti.

Navegue no blog de Marisa Vieira - Clique aqui
Conheça a página dela no Alma de Poeta clicando aqui

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ARTUR GOMES - ENTREVISTA


Cinema Possível – Como foi que você se interessou pelo audiovisual?
Artur Gomes - Desde a década de 80 quando ainda  coordenador da Oficina de Artes Cênicas do Cefet Campos, todas as encenações que executava com os alunos da Oficina eram filmadas pelo setor de Áudio Visual da Escola, e isso de uma certa forma foi aguçando o meu olhar para essa linguagem, e de outra, eu já procurava produzir as montagens com os elementos multimídia que a infra-estrutura da Escola oferecia na época.
CP – A proposta de juntar o audiovisual com a poesia já era um desejo ou aconteceu naturalmente?
AG - A poesia escrita sempre esteve presente em todas as linguagens que até aqui experimentei,  e em todos os projetos multimídia que criei, tais como: Mostra Visual de Poesia Brasileira, Retalhos Imortais do SerAfim- Oswald de Andrade Nada Sabia de Mim,  FestCampos de Poesia Falada, Fulinaíma Sax Blues Poesia, bem como em todas as minhas performances, fossem elas encenações  teatrais ou simplesmente poéticas. Chegar a produção do áudio visual, de uma certa forma não foi uma coisa  planejada, mas quando começou a acontecer, meu principal interesse era levar  a poesia para esta linguagem, foi e continua sendo o mais natural possível, mesmo que em alguns filmes que eu  tenha produzido, a poesia esteja ali enquanto essência estética. Mas a minha intenção com o áudio visual, é basicamente essa: colocar a poesia para circular numa mídia onde ela tenha a possibilidade de ser vista, lida, ouvida e sentida por todos os sentidos do corpo humano.


CP – Fale um pouco da Fulinaíma Filmes.
AG - A Fulinaíma Filmes nasceu graças ao Jiddu Saldanha, e o seu projeto Cinema Possível, nossos primeiros filmes nasceram de uma parceria que está chegando há duas décadas, e acredito que conseguimos alimentar de uma certa forma a Arte do outro, sem interferir na produção pessoal de cada um. Queremos produzir o possível cinema que não necessita de grandes aparatos, ou grandes produções. Continuo a ser essencialmente um poeta que aprendeu a lidar com outras linguagens e aproveitar de uma tecnologia barata a nossa disposição hoje, e daí aproveitar cada vez mais os espaços não convencionais para a criação e apresentação do seu produto poético.
Jura secreta 34 

por que te amo 
e amor não tem pele nome ou sobrenome 
não adianta chamar 
que ele não vem quando se quer 
porque tem seus próprios códigos e segredos 
mas não tenha medo 
pode sangrar pode doer 
e ferir fundo 
mas é razão de estar no mundo 
nem que seja por segundo 
por um beijo mesmo breve 
por que te amo 
no sol no sal no mar na neve
 (arturgomes)
Veja a atriz May Pasquetti recitando Jura Secreta 34 do poeta Artur Gomes

CP –O que você gosta de assistir? Quais os filmes que te influenciaram?
AG - Em cinema gosto dos Dramas, e das grandes Comédias, quanto a influências com certeza toda a obra do Glauber Rocha, sem descartar os filmes de Arte propriamente ditos. Sou um discípulo confesso do Oswald de Andrade, por isso a sátira o humor o escracho, os retalhos, os fragmentos, estejam eles focados em questões sócio políticas, amorosas, eróticas ou as pequenas cosias do cotidiano,  sempre me atraem também da mesma forma que os filmes mais sérios e voltados para os grandes temas da humanidade: vida paixão e morte por exemplo como na poesia do Mário Faustino.
CP – O que você acha que pode melhorar, no panorama do cinema brasileiro?
AG - Olha, não sou muito preocupado com esta questão de Mercado, é uma coisa que para mim passa muito distante como uma Escola de Samba que atravessa literalmente na Avenida, como frisa Zeca Baleiro numa de suas belas canções do CD Líricas. Acho que a preocupação deveria estar mais focada na Arte Cinematográfica em si, e menos nas bilheterias como esse apelo desenfreado para mostra o que de pior temos na sociedade como a violência, a corrupção, o banditismo entranhando em todas as áreas.
Acho que a Arte tem sim o seu compromisso com a realidade, mas pode ser mostrado de outra forma, violência pela violência não me atrai. Filmes como Cidade de Deus, Tropa de Elite, Carandiru, por mais bem produzidos e finalizados, não são obras que me toquem de alguma forma. Sou muito mais afeito a filmes como Morte em Veneza, por exemplo.
veracidade
porque trancar as portas 
tentar proibir as entradas
se eu já habito os teus cinco sentidos
e as janelas estão escancaradas?
um beija flor risca no espaço
algumas letras de um alfabeto grego
signo de comunicação indecifrável
eu tenho fome de terra
e este asfalto sob a sola dos meus pés:
agulha nos meus dedos

quando piso na Augusta
o poema dá um tapa na cara da Paulista
flutuar na zona do perigo
entre o real e o imaginário:
João Guimarães Rosa Martins Fontes Caio Prado
um bacanal de ruas tortas
eu não sou flor que se cheire
nem mofo de língua morta
o correto deixei na cacomanga
matagal onde nasci
com os seus dentes de concreto
São Paulo é quem me devora
e selvagem devolvo a dentada 
na carne da rua aurora

Artur Gomes
 SampleAndo
Artur Gomes fala o poema Veracidade, veja o vídeo da fulinaíma filmes.

CP – Quais os filmes que te influenciaram?
AG - Para citar apenas 2, fico com Terra em Transe e Deus e o Diabo na Terra do Sol, duas obras primas do Glauber.
CP - Quem é Artur Gomes, por Artur Gomes?
AG - Um poeta sem papas na língua, que chegou onde chegou pela ousadia da sua linguagem, que  com lirismo e sagaraNAgens conseguedesafinar o coro dos contentes, para concretizar a profecia do Torquato Neto, poeta entre os meus de cabeceira, e que ainda insiste em ter o prazer de escrever, falar, produzir poesia simplesmente pelo prazer de ser o que é: um bardo do caos urbano sem nenhuma palavra bíblica e muito menos avária. 
Desde que aprendeu a arrancar do gesto a palavra chave da palavra a imagem xis tudo por um risco tudo por triz.


Poeta, ator, videomaker e agitador cultural. Artur Gomes é um dedicado blogueiro, veja aqui  seus principais blogs.



experimentações interlinguagens – http://pelegrafia.blogspot.com

nação goytacá – http://boytacity.blogspot.com
Sampleando sempre ando – http://artur-gomess.blogspot.com
Musa da minnha Cannon – http://musadaminhacannon.blogspot.com



O Poeta Renato Gusmão comenta Artur Gomes


Renato Gusmão, um poetaparaense
de Belem do Pará
- ARTUR GOMES NA MEMÓRIA E NO CORAÇÃO

         Poesia moderna, escrachada, humorada, mundana, sagrada, saída dos cantos dos Campos Goitacazes, largada na primeira Avenida do Rio de Janeiro para depois ser encontrada em qualquer canto do mundo através do pulsar de outros poetas, declamadores fanáticos, admiradores dos poemas bem feitos, blogueiros, twiteiros.
         Artur Gomes é isso e aquilo, é a própria comunicação, é a palavra apalavrada fluindo e efervescendo da boca cuspindo verbos. Uma boca que pensa poeticamente e fala e fala muito. Toda hora, sem trégua. Artur é poesia todo santo dia, profanamente dia a dia. Benditos os caçadores de poesias que delas se entregam ao abate visceral. Artur Gomes evoca e adere aos santos do lirismo e da sagaraNAgem e só ele sabe o que fazer com as palavras.
         Saber da poesia de Artur Gomes é privilégio e definitivamente guardar na memória. Ouvir a declamação de Artur Gomes é ganhar presentes e definitivamente guardar no coração.

Visite o blog de Renato Gusmão - http://jrenatoogusmao.blogspot.com/